tudo
pela saud
met ade.
24.2.10
hoje eu me sinto desligado
como um vaqueiro em plena solidão
os galhos secos da caatinga
arranhando o meu peito
desenhando em meu gibão
só quero que você me queira
mesmo distante
mesmo virtual
e aqui sigo com meu cavalo
protegidos pelo céu
e esse luar do sertão
por todos os barreiros
por todas as cacimbas e açudes secos
e eu tão cheio de saudade
por todos os rodeios
festas de vaqueijada
tudo inteiro
e só eu pela metade
amor é bom
independente de quem sente
e e esse som era muito diferente
quando estávamos juntos
.totonho e os cabra.
como um vaqueiro em plena solidão
os galhos secos da caatinga
arranhando o meu peito
desenhando em meu gibão
só quero que você me queira
mesmo distante
mesmo virtual
e aqui sigo com meu cavalo
protegidos pelo céu
e esse luar do sertão
por todos os barreiros
por todas as cacimbas e açudes secos
e eu tão cheio de saudade
por todos os rodeios
festas de vaqueijada
tudo inteiro
e só eu pela metade
amor é bom
independente de quem sente
e e esse som era muito diferente
quando estávamos juntos
.totonho e os cabra.
22.2.10
19.2.10
anúncio II
aluga-se apartamento vazio, pronto para ser ocupado
péssimo estado de conservação
edifício coração
valor: 5.000 (beijos) reais.
péssimo estado de conservação
edifício coração
valor: 5.000 (beijos) reais.
madrugada muda
I
madrugada fria
olho pela janela
e só os postes me fazem companhia
II
madrugada fria
olho pela janela
e a solidão é minha eterna melodia
III
madrugada fria
olho pela janela
e já vem raiando o dia
-
às vezes no silêncio da noite... a insônia me traz inspirações.
madrugada fria
olho pela janela
e só os postes me fazem companhia
II
madrugada fria
olho pela janela
e a solidão é minha eterna melodia
III
madrugada fria
olho pela janela
e já vem raiando o dia
-
às vezes no silêncio da noite... a insônia me traz inspirações.
18.2.10
12.2.10
a gente se ilude dizendo "já não há mais coração"
subitamente (ou não tão subitamente assim), minha alma se perde por entre pensamentos que dão a volta nas memórias boas que se foram e agora parecem tão distantes. do tempo que passar o dia em casa, de pijama, apaixonada por um álbum novo dos strokes, era riqueza. do tempo que um telofonema inesperado enchia meu life e me fazia querer sair correndo e gritando ao universo que viver é lindo. do tempo que minha juventude era calma. uma hora, ser jovem e ter o peito sangrando por querer ver a poesia de todas as coisas e querer agarrar o mundo com suas próprias mãos, cansa. cansa por ser tão penoso. por parecer, centenas de vezes, que o mundo inteiro não passa de um quintal. por você criar e desfazer tantos devaneios e ninguém entender. por te julgarem. por você querer mostrar a essa mundão que a vida vale a pena, porque é bonito viver. por rirem de você. por parecer piegas querer mostrar que um fim de tarde entre amigos é mais bonito do que viver só. e é por essas e por outras que, de tanto crer, minha alma latina tenta desacreditar, sem sucesso, dessa coisa misteriosa, descompassada, que nos bate, debate e nos expõe ao sol às 2h da tarde de uma terça-feira mas, mesmo assim, as pessoas teimam em desdenhar: o amor. pura covardia de um coração adolescente que pulsa no auge de sua mocidade, sem saber que ainda vai demorar muito pra se aposentar.
3.2.10
frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. para que o protejam, para que sintam falta. tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. bali, madagascar, sumatra. escreverá: penso em você. deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.
tô exausto de construir e demolir fantasias. não quero me encantar com ninguém.
essa morte constante das coisas é o que mais dói.
como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam.
gosto de pessoas doces, gosto de situações claras. e por tudo isso, ando cada vez mais só.
a partir de então, tudo ficou ainda mais complicado. e mais real.
fim de tarde. dia banal, terça, quarta-feira. eu estava me sentindo muito triste. você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará. essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. resolvi andar.
-
é, caio fernando abreu. tem como não concordar com você?
ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.
tô exausto de construir e demolir fantasias. não quero me encantar com ninguém.
essa morte constante das coisas é o que mais dói.
como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam.
gosto de pessoas doces, gosto de situações claras. e por tudo isso, ando cada vez mais só.
a partir de então, tudo ficou ainda mais complicado. e mais real.
fim de tarde. dia banal, terça, quarta-feira. eu estava me sentindo muito triste. você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, deus dará. essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. resolvi andar.
-
é, caio fernando abreu. tem como não concordar com você?
28.1.10
03:03
o tic tac do relógio e o tum tum do coração têm a cadência perfeita para formar uma canção intitulada "solidão".
18.1.10
11.12.09
vida louca, vida.
às vezes amanheço
e logo adormeço
às vezes aperto
depois eu esqueço
às vezes fraquejo
mas logo molejo
às vezes acerto
outras, avesso.
-
cazuza inspira
eu respiro.
e logo adormeço
às vezes aperto
depois eu esqueço
às vezes fraquejo
mas logo molejo
às vezes acerto
outras, avesso.
-
cazuza inspira
eu respiro.
5.12.09
a realidade, maria, é louca.
os homens vivem apostando corrida, maria. nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. são competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os corredores chegam exausto a um ponto, costumam perguntar: "a corrida terminou! mas quem ganhou?" é bobice, maria da graça, disputar uma corrida se a gente não conseguirá saber quem venceu. para o bolso: se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.
para maria da graça
paulo mendes campos
os homens vivem apostando corrida, maria. nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. são competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os corredores chegam exausto a um ponto, costumam perguntar: "a corrida terminou! mas quem ganhou?" é bobice, maria da graça, disputar uma corrida se a gente não conseguirá saber quem venceu. para o bolso: se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.
para maria da graça
paulo mendes campos
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